Toda a gente sabe que a língua portuguesa é muito traiçoeira. Há frases que são mesmo impossíveis de dizer sem que nos venham outro tipo de pensamentos à cabeça.
Um exemplo disto é no McDonalds (ou até no McDowels) quando as meninas nos dão a comida e perguntam: “quer ketchup?”. Vem-me sempre o mesmo pensamento. Elas bem tentam dar a volta aquilo com “Vai desejar ketchup?” ou “ketchup quer?” – não funciona na mesma. Algumas escolhem só dizer “ketchup?”, mas para além de ser um bocado mau atendimento, para as mentes mais sujas como a minha é tudo o que basta para voltar aos pensamentos impuros.
Outra situação é nas farmácias, quando dizem: “Leve aqui estas pastilhas e pode chupar uma de 4 em 4 horas”. Epah isto tem que acabar!! Quer dizer, um gajo ir a uma farmácia já é meio amaricado e ainda por cima vêm estes dizer que podemos chupar de 4 em 4 horas?? Não... isto tem que mudar! A partir de agora tem que ser: “Leve isto pra casa e pode derreter um quando estiver a ressacar” – assim já dá um aspecto de droga a sério, e o meu colega Ricardo Araújo Pereira já explicou ao país todo que isso é de homem.
Para finalizar temos também o CU. Imaginem que perdemos o BI e decidimos ir à Loja do Cidadão e tirar o Cartão Único para ser mais “simplex”. Chegamos lá e: “olhe eu perdi o BI e assim em vez de renovar aproveito e faço já o CU” - soa mal claro. “Ah venho fazer o CU”; “Venho tratar do CU”. Nunca há maneira de isto ficar uma frase inocente.
A alternativa será dizer, “venho fazer o “Cê Uh ”, mas assim também parece que está uma criança nas redondezas e estamos a falar em código para a senhora do balcão a contar-lhe as nossas intenções, de forma a que a criança não perceba o que estamos a falar.
Portanto não tirem identificações e não comam no McDowels – esta segunda deve bastar para não precisarem de ir à farmácia.
Brevemente irei de férias e por algum tempo não poderei continuar a proporcionar gargalhadas a todos vocês que visitam o blog. Peço-lhes que tenham alguma paciência e agradeço o facto de lerem as nossas parvoices.
De qualquer maneira tenho a certeza que continuarão a ter textos agradáveis de ler por parte dos meus colegas do blog ( lol ) que não se cansam de escrever artigos.
terça-feira, 22 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
Maiacolis
Hoje venho falar de um dos mais pequenos problemas da nossa sociedade – os anões. Apesar de tudo não penso que a sociedade os ignore, o que se passa é que às vezes não os vemos ou só damos por eles quando os pisamos sem querer.
Tenho um amigo que tem uma relação curiosa com os anões. Se estivermos num sítio qualquer e ele começar a sorrir sem razão aparente (chega às gargalhadas quase sempre) já sei o que se passa – está um anão nas proximidades. É só olhar à volta para o chão para encontrar algum. Também não é raro ver esse meu amigo em disputas com anões nas discotecas para ver quem tem mais força a passar o corredor. Sempre muito giro de se ver.
Confesso que também não sou muito fã de anões, irritam-me um bocado na sua maneira de andar. Parecem os desenhos animados em que na altura de correr os bonecos dão 6256 passos e não saem do mesmo sítio. Os anões é igual, são bué enérgicos mas não saem do mesmo sítio.
Além disso cada um é mais cabeçudo do que o outro, tentativa óbvia de destronar o RNHAU. Não quero que isso aconteça ao meu amigo, já bastou tê-lo visto chorar em Torres Vedras.
Mas nem todos os anões são irritantes; eu achava muita piada aos anões que passavam na Sic Comédia: o Alf e o Michael J. Fox. O joão Moutinho também é um gajo que gosto de ver jogar na selecção.
Mesmo que queiramos integrar os anões é difícil, imaginem numa reunião duma empresa: o anão não consegue chegar à mesa para ser visto enquanto fala; além disso é um perigo aqueles copos de água perto deles, quase sempre caem lá dentro e depois é preciso uma colher para os tirar. É complicado.
A alternativa seria um dos administradores levar os banquinhos da mesa de chá da filha de 4 anos, mas penso que seriam todas partidas por estes senhores bem alimentados.
Na idade média ainda serviam para fazer teatros mas agora prefere-se pôr pessoas menos desenvolvidas mentalmente, em vez de menos desenvolvidas fisicamente. Que sorte para os miudos dos morangos com açúcar.
É mais ou menos isto. Só queria mostrar que sou uma má pessoa, penso que a tarefa está cumprida.
Tenho um amigo que tem uma relação curiosa com os anões. Se estivermos num sítio qualquer e ele começar a sorrir sem razão aparente (chega às gargalhadas quase sempre) já sei o que se passa – está um anão nas proximidades. É só olhar à volta para o chão para encontrar algum. Também não é raro ver esse meu amigo em disputas com anões nas discotecas para ver quem tem mais força a passar o corredor. Sempre muito giro de se ver.
Confesso que também não sou muito fã de anões, irritam-me um bocado na sua maneira de andar. Parecem os desenhos animados em que na altura de correr os bonecos dão 6256 passos e não saem do mesmo sítio. Os anões é igual, são bué enérgicos mas não saem do mesmo sítio.
Além disso cada um é mais cabeçudo do que o outro, tentativa óbvia de destronar o RNHAU. Não quero que isso aconteça ao meu amigo, já bastou tê-lo visto chorar em Torres Vedras.
Mas nem todos os anões são irritantes; eu achava muita piada aos anões que passavam na Sic Comédia: o Alf e o Michael J. Fox. O joão Moutinho também é um gajo que gosto de ver jogar na selecção.
Mesmo que queiramos integrar os anões é difícil, imaginem numa reunião duma empresa: o anão não consegue chegar à mesa para ser visto enquanto fala; além disso é um perigo aqueles copos de água perto deles, quase sempre caem lá dentro e depois é preciso uma colher para os tirar. É complicado.
A alternativa seria um dos administradores levar os banquinhos da mesa de chá da filha de 4 anos, mas penso que seriam todas partidas por estes senhores bem alimentados.
Na idade média ainda serviam para fazer teatros mas agora prefere-se pôr pessoas menos desenvolvidas mentalmente, em vez de menos desenvolvidas fisicamente. Que sorte para os miudos dos morangos com açúcar.
É mais ou menos isto. Só queria mostrar que sou uma má pessoa, penso que a tarefa está cumprida.
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