É um fenómeno interessante o que se passa com as pessoas quando estão dentro dum automóvel. Toda a gente ganha uma coragem incrível e uma grande dose de agressividade para com os outros condutores em particular e para o mundo em geral. Nos momentos dentro do carro nós simplesmente não gostamos de nada nem ninguém.
Acho que se puséssemos as forças armadas a combater dentro de carros voltaríamos a ter um império mundial.
Uns adoptam a táctica de barafustar e fazer gestos para os outros condutores; outros preferem uma postura mais passiva e limitam-se a fazer “aquele olhar” quando passam pelo carro do inimigo. Seja como for, todos nos alteramos quando estamos ao volante.
Não há nada como buzinarmos a outra pessoa ou fazer sinais de luzes. Quantas vezes vou eu na estrada e vem alguém de frente e peço para que ele não baixe os máximos? É fantástico brindá-lo com os máximos também.
Ou nos semáforos, quando tou à espera com a mão na buzina no caso da pessoa que está à frente demorar um segundinho a mais. Ganho o dia quando buzino à grande.
O carro é sempre um símbolo de posição social e muita gente faz questão de ter um carro que demonstre as suas posses. No entanto, para mim os carros não se medem pela potência, pela velocidade que atingem, pelo conforto e segurança que proporcionam, pela beleza e raridade. Nada disso. O valor de um carro mede-se pela quantidade de olhares invejosos que recebemos quando passamos dentro dele ou pela quantidade de expressões ou pensamentos como: “deve andar a vender droga” ou “deve ser mafioso”.
Estes sim são os verdadeiros indicadores do valor dum carro.
Para terminar quero partilhar algo que talvez me valha o Nobel da Medicina ou da Química, qualquer coisa dessas. Vou revelar o melhor calmante de sempre. Algo que até consegue acalmar os condutores – macacos do nariz!!. Já repararam que os condutores só conseguem tar calmos quando estão parados no trânsito a vasculhar o nariz? Até assusta quando estamos parados e olhamos para o lado. Já sabemos o que vamos encontrar – muita gente a medicar-se.
Adeus Xanax, já não precisamos de ti.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
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Um comentário:
"No entanto, para mim os carros não se medem pela potência, pela velocidade que atingem"
Porra, tens um Clio!!!!
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