domingo, 6 de dezembro de 2009

Ornitorrincos

O mundo sem os portugueses seria um sítio diferente não era? Seria um sítio melhor, mas seria diferente. Ou até é possível que nós sejamos responsáveis pelo equilíbrio noutras sociedades: os povos mais inteligentes e evoluídos tipo os alemães, ingleses, americanos podem encontrar em nós um foco de comédia e libertação do stress quando têm conhecimento de mais alguma preciosidade tuga. Sem nós tinham menos motivos para se rirem, andavam mais enervados e talvez não tivessem “cabeça” para novas descobertas científicas e para promover o progresso do conhecimento e da qualidade de vida.
Imagino que esses povos nos vejam como algo muito castiço. Epah somos mesmo castiços!! Somos mesmo personagens! Imagino que eles nos vejam como um ornitorrinco ou como um daqueles lagartos que correm por cima da água – somos engraçados para quem vê de fora...

O que seria do mundo sem uma Fátima Felgueiras?? Ou sem um povo que elege um ditador como o melhor de sempre entre os seus?? Ou o que seria do mundo sem um país que está constantemente alarmado com a gripe A, que já matou para cima de... duas ou três pessoas em Portugal (quase tanto como os gafanhotos ou as minhocas)??, e que desesperava por uma vacina...até ao momento em que a vacina chegou e aí passou a ser um esquema das farmacêuticas e “eu cá não tomo porque não tá testada e mata. A mim não me apanham lá”?? O que seria do mundo sem estes presentinhos que nós oferecemos? Nem quero imaginar...

Ouvi recentemente uma notícia que tenho que incluir aqui:

Um bebedolas baleou outro homem no interior do posto da PSP! Disparou 5 balázios contra o outro, deixando-o tetraplégico, em coma e morte cerebral. Já foi julgado em tribunal, tendo sido condenado a 16 anos de prisão. A parte curiosa foi a entrevista que lhe fizeram à saída do tribunal. A personagem (que obviamente já tinha a cara vermelha do vinho) disse que não tentou magoar ninguém (5 tiros...) e depois respondeu “Não aceito a prisão. Prisão não! Então mas eu fiz mal a alguém??” !!! Este gajo tá a falar a sério?? Não fez mal a ninguém? Lol como é possível alguém dizer isto com cara séria?? É bem rebuscada esta, não tá ao alcance de todos.


Mas melhor que isto, das melhores de sempre que já se fizeram, sem dúvida, foi o treinador, ou ex-treinador do Nacional da Madeira – o sr. Manuel Machado. Este senhor entrou num coma induzido após uma lipoaspiração!! Epah a sério??? Quem se lembrava duma destas?? Que criatividade assombrosa!
Podem lá vir os americanos a dizer que têm crimes violentos, homicídios macabros, homicídios em massa nas escolas, sim senhor tudo bem... Epah mas coma por lipoaspiração?? Coma por lipoaspiração? Alguns excêntricos lá por fora morrem por situações extremas, como escalar montanhas ou nadar com tubarões ou saltar de para-quedas, mas lipoaspiração?? Epah ninguém se lembrava disto, não dá para competir com isso... somos talentosos.

Esta é a prova que o português não tolera a saúde. Que nós não gostamos de exercício físico já se sabia, mas esta é a prova que o organismo nem admite que a gordura seja tirada de lá – entra-se logo em coma, não há hipótese nenhuma! É tipo o fenómeno de apoptose (vão ao dicionário, não posso ensinar tudo) – “removes a gordura acabo contigo”.

O tuga é feito para gordura, balcões, cerveja, pão com manteiga, quase ausência de exercício e muita, muita parvoíce...!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Made in Floresta Tropical

Parece-me que anda por aí uma praga que nos anda a minar o que de mai belo e mai rico há nestes tempos de globalização, os jogos da selecção.

Os jogos da selecção fazem-me lembrar aquelas aulas de história em que o Zé tuga andava por esse mundo fora, em cima de um burrito ou de barco à vela, a aviar reais cabazadas em tudo o que fosse espanhol, francês, muçulmano ou que simplesmente cheira-se a carpetes de Marrocos. Um jogo de selecção é uma forma de batalha entre países para ver quem é o maior da aldeia e faz enaltecer o espírito patriótico que existe em cada um de nós. Até diria que em qualquer jogo de selecção não teria nenhum problema em sentar-me ao lado de Pinto da Costa, esse rei da fruta tropical, mesmo com todos os seus problemas de flatulência.

Esta praga que por aí anda chama-se praga brasileira, que quer queiramos quer não anda constantemente a sondar a nossa selecção. Eu propunha mudar o nome de selecção das quinas para selecção exótica, dada à fauna e flora que por lá anda. Já não basta termos portugueses com o nome Cristiano Ronaldo ou Nani a jogar na selecção, agora passamos também a ter Pepes, Decos e Liedsons… Estes nomes além de darem erro no Word Edição Português de Portugal, fazem-me lembrar de nomes de batidos de fruta e doenças exóticas, tipo malária.

Já estou mesmo a imaginar um relato da selecção exótica: Abacaxi leva a bola. Abacaxi faz um passe a rasgar para a desmarcação de Papaia. Papaia dribla um, dois, três adversários! Vai á linha e cruza… Cabeceamento do Mosquito da Dengue a amortecer para a Mosca Tsé Tsé. Mosca Tsé Tsé remata e golo!

Prova disso têm sido estes últimos jogos da selecção. No passado jogo contra a Hungria, estava eu distraído a dar milho aos pombos quando ouvi no meu rádio “Pepe antecipou-se e surpreendeu a defesa húngara!”. Por momentos pensei, “Cum catano! Já não basta a suína queres ver que agora vem aí mais uma gripe.”

Estes jogos da selecção já não são o que eram. O hino passou a ser ao ritmo do samba, a bela da imperial transformou-se em caipirinha e os golos parecem-me agora que são todos dedicados ao menino Jesus com a célebre t-shirt “Jesus te Amo”. Enfim, já que se foi importar um brasileiro de 31 anos para por fim há falta de golos e “renovar” o ataque da selecção, ao menos podiam também ir buscar os responsáveis da Playboy do Brasil para ensinar aos daqui como é se que faz uma bela de uma revista.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sou benfica

Os benfiquistas estão mais uma vez muito empolgados com o ínicio da época, confiantes que é este ano que vamos ser campeões. Partilho desse estusiasmo, ainda que não saiba se o clube vai na direcção correcta. Digo isto porque o Benfica escolheu como lema o “Sou Benfica”. O problema deste lema é que é assustadormente parecido com a frase do chalana após uma derrota qualquer (apenas uma das que este técnico fantástico teve) – este senhor disse que queria agradecer a todos os “benficas do norte pelo apoio”. É tipo as velhas que perguntam aos miúdos: “Então és benfica ou sportem?”

Preocupa-me realmente que o Benfica vá numa linha de pensamento paralela ao Chalana. Chalana este que ofereceu os melhores 15 minutos de futebol ofensivo nos últimos anos... pena que tenha oferecido ao Sporting e não aos adeptos do Benfica. Ainda devem tar lembrados daquele jogo que o benfica vencia por 2-0 em alvalade e o génio da táctica resolveu tirar o Di Maria e por o Sepsi. A partir daí penso que o Benfica não voltou a passar do meio-campo, e em 10 minutos foram praí 3 golos. Contra um ataque constituído por postiga, derlei, veloso, só grandes máquinas da bola... O chalana é mesmo bom treinador!, conseguiu por esses gajos todos do sporting a parecer uma boa equipa.

Outro facto preocupante é ser este lema cantado pelos UHF, banda que está ao nível do Chalana. Alguém conhece mais alguma música dos UHF além do “sou benfica” ? Pois não, claro que não. Encostaram-se ao Benfica e aquilo funciona, senão de outro modo não vendiam sequer um albúm. É tipo a merda dos Pólo Norte com o “lisboa lisboa”. É a mesma música há 15 anos. Alteram uns instrumentos e introduzem outros e aí tá novo single – “lisboa”.

Mas há uma coisa que somos únicos! Não há em mais clube nenhum do mundo um animal selvagem (o Bruno Alves não conta) a entrar no estádio como a nossa águia faz. Aquilo é espectacular mesmo. Mas tem piada que as pessoas fazem sempre como se não soubessem o que vai acontecer – ficam a olhar pasmados para o animal à espera do resultado. E quando ela poisa, eis que surge uma estrondosa salva de palmas. Sinceramente já tá um bocado gasto. Proponho algo novo. Por exemplo: a águia vinha lá de cima toda contente como sempre faz, mas em vez de ir poisar no símbolo do benfica e comer carne podia dirigir-se ao Nuno Gomes e precipitar-se sobre ele. De seguida pousava as delicadas garras nos olhos e arrancava-os, para depois ir entregá-los ao Eusébio. Tinha piada não tinha? Eu via o jogo com muito mais satisfação a partir daí...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Álcool - o incompreendido

Este grande blog ainda não implicou com os islâmicos, pelo que achei que era altura de o fazer. Correndo o risco de ser lançada uma fatwa sobre mim (sobre nós todos do blog porque não? Se estamos todos juntos para dividir os lucros astronómicos do blog, também temos que estar para os maus momentos) vou ainda assim escrever qualquer coisinha. A diferença é que vou começar a tremer de cada vez que um marroqui vier direito a mim com um molho de flores.

Para nos situar nesta conversa, começo por falar no facto de que agora muito menos gente conduz sob o efeito de álcool. É obviamente algo muito positivo, ainda que possa ser um verdadeiro problema para conseguir um taxi aos fins de semana. Mais vale arriscar a perder a carta do que ter que tar ali uma hora à espera de taxi. Até porque não compreendo o argumento de que é perigoso conduzir com álcool. É perigoso? Há poucas coisas tão seguras como conduzir bêbedo. Seguríssimo até dizer chega!

E depois vejamos uma coisa:
Tudo bem que os portugueses gostam de beber o seu copinho e tal e depois conduzir. E até admito que uma ou duas vezes já alguém tenha feito uma condução menos segura, mas e os islâmicos?? Os islâmicos que não podem ingerir bebidas alcoólicas, que em muitos países nem se encontra à venda do público. Como se explica alguns comportamentos deles?
O álcool traz problemas muitas vezes, como lutas, conversas parvas e atitudes que normalmente as pessoas não têm... mas e os islâmicos?? Não bebem, deviam andar ali bem comportados e no entanto andam a queimar bandeiras e a dar tiros para o ar enquanto gritam “ililililililililili” (aqueles gritos agudos irritantes que eles fazem). Nunca vi tuga nenhum, por mais bêbedo que tivesse, a queimar bandeiras.

Chegámos à condução. Há aí senhorzinhos que inventaram que conduzir bêbedo era mau. Vamos a ver: nós conduzimos bêbedos, pode haver acidentes é verdade, mas acidentes em que espetamos o carro num muro, noutro carro, numa árvore... É trágico quando existem vítimas mortais, sobre isso não há discussão, mas as proporções do acidente normalmente não são muito grandes.
E os islâmicos?? Mais uma vez livres de álcool, o que é que eles fazem? Têm acidentes na mesma!! e pior!, têm acidentes de avião! Nós partimos um carro no muro da Ti Ermelinda em Beringel por exemplo, e até lhe pode ter dado jeito a janela nova na casa (foi positivo no final de contas), mas os islâmicos pegam num avião e espetam-no numa torre gigante em Nova Iorque! E passados 15 minutos outra vez! Andava ali muita falta de álcool!

Foi assim que eu concluí que o álcool tem uma influência sobre a condução, admito que tem, mas é uma influência positiva, ao contrário do que toda a gente diz. Agora percebi que o álcoól tem prevenido muitos acidentes. Se os tugas não fossem tão bêbedos se calhar já tínhamos derrubado meia Lisboa. Será coincidência o aeroporto ser dentro da cidade e nenhum avião bater em nada quando aterra? Óbvio que não é, é o velho Johny Walker a dar uma ajudinha na aterragem.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Europeias 2009

Eleições europeias! Ou será, eleições europeias?! Eu apostava mais na segunda, pois mais de 60% do pessoal não faz a mínima ideia do que seja, ou não quer interromper as férias para ir votar num pedaço de estrume que irá para os melhores campos de tomate europeus.
Pessoalmente não os censuro. Um gajo levantar-se a um domingo antes das 19 horas para ir votar é complicado. Se ainda houvesse jolas à descrição, pastéis de nata à borla ou até mesmo putedo agarrado ao varão, era de ir votar. Não havendo, mais vale ficar a coçar a micose pois a comichão ao domingo é mais intensa. Eu que o diga! Estas micoses do escroto não perdoam com a idade.
Venho aqui falar da vitória do PSD/Rangel. Isto se é que 31% se pode considerar vitória. Rangel disse mesmo que era um vitória da Manuela Ferreira Leite a.k.a Dama de Ferro a.k.a. Boazona Social Democrata. Veio dizer que foi uma vitória, sobretudo uma vitória da Manuela e do PSD, quando esta ainda em campanha disse que em democracia não existem vitórias… Eu posso ser velho e não perceber boi deste novo tratado da Língua Portuguesa, onde os portugueses são vergados por brasucas – se o D. Afonso Henriques fosse vivo, matava logo o idiota que inventou este tratado, mais a mãe dele – mas acho que existe aqui uma contradição, eu diria mesmo burrisse bruta, por parte do Rangel ou da Manela.
Contudo o ponto que quero focar é o seguinte. O Rangel tinha como slogan de apoio, por parte dos seus militantes, o cântico: “Ninguém para o Rangel!”. Para quem aqui anda à muitos anos, sabe perfeitamente que foi um golpe baixo.
Golpe baixo, porque como toda a gente sabe, isto é um cântico utilizado pelo glorioso Benfica. Logo é meio caminho andado, pois qualquer cântico adaptado do Benfica dá vitória garantida (mesmo que seja só de 31%). É claro que com cânticos destes os outros partidos partem em desvantagem, pois o pessoal na altura do voto engana-se e pensa que está a votar no Benfica. Jogo sujo usar os sentimentos das pessoas.
Portanto, penso que os cânticos do Benfica deveriam ser registados por lei como sendo única e exclusivamente para o Benfica. Não havendo cá versões manhosas que destroem e mancham os verdadeiros. Mete-me nojo ver associado este cântico a políticos à procura do seu tacho.
Se fosse eu que mandasse, Rangel devia ser punido com pauladas mais aqueles meninos militantes (muitos abusados sexualmente pelo o próprio só para poderem provar uma fatia de bolo da festa da vitória, dos quais a maioria não se importou, mesmo sendo todos homens) por andar aí a usar cânticos, que dão vitórias a meros peões quando comparados aos Reis do grande império que é o Benfica.
Mais uma vez se concluí que a sociedade gira à volta do grande Glorioso, e que andam aí marmanjos a minar e manchar parte do que de bonito é feito por esta grande instituição.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

País feliz

2009 foi um ano em cheio para os portugueses. Mais precisamente para dois portugueses, nos quais o país inteiro se revê e orgulha. O primeiro foi obviamente Cristiano Ronaldo, que ganhou o prémio para melhor futebolista mundial do ano, e o segundo foi o novo santo português – D. Nuno Alvares Pereira. É isso mesmo, Portugal conseguiu ver concedida a santidade a D. Nuno Alvares Pereira, algo que torna o ano de 2009 inesquecível para o Zé Tuga. Somos os melhores do mundo nos dois ópios do povo! Ninguém bate os portugueses no futebol e na religião!

Não sei exactamente quais são os critérios para se ser um santo, mas aparentemente ir para a guerra e matar uns quantos espanhóis faz parte dos requisitos... mas naquela altura tava na moda cortar umas gargantas e furar uns gajos, era fashion. Outra medida que agradou muito à igreja foi o facto de D. Nuno lhe ter dado a sua fortuna e ter morrido na pobreza, numa atitude que penso já ter visto no “Auto da Barca do Inferno” – por acaso nessa peça o truque não funcionou...o barqueiro não quis o dinheiro.

A guerra é uma coisa horrível e deve ser evitada a todo o custo, pois muita gente sofre com as guerras. Se por um lado serve para fazer santos, também tira a vida a muita gente. Por isso, compreendo e apoio quem levantar a voz para terminar com uma guerra. Apoio toda a gente... menos os Delfins... estes não podem fazer músicas de intervenção contra guerras!! Ouvir aquilo só me dá vontade de partir coisas e fazer mal! Vou deixar aqui um link, pela primeira vez na história do blog, só para perceberem do que estou a falar http://www.youtube.com/watch?v=G71CbbKX_CQ&feature=related.

Acredito que o objectivo era evitar mortes, mas ao ouvir isto só acontece uma de duas coisas:
- Ou cresce a motivação para matar alguém (Miguel Ângelo se possível) e aí a guerra colonial continua, ou então as tropas ficam completamente desanimadas com uma merda daquelas e a guerra é perdida imediatamente. Que merda de música!! Letra mazinha, rimas horríveis, frases grandes demais para o espaço que ocupam, mensagem sem impacto nenhum... enfim Delfins ao mais alto nível !
Quem sabe D. Nuno Alvares Pereira motivava-se com Delfins antes das batalhas... ninguém sabe...


Há uma inscrição em Auschwitz que diz algo como: “Aqueles que esquecem o passado estão condenados a repeti-lo”. Uma das situações a que isto se aplica é claramente o Holocausto, a outra são os Delfins. Não podemos esquecer os Delfins. Não podemos correr o risco de qualquer dia voltar a existir em Portugal uma banda como os Delfins.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Anões - a metamorfose

Já me pronunciei neste blog sobre estes seres curiosos e muito irritantes, mas sinto que ficaram algumas coisas por dizer. Tenho que dizer mais qualquer coisa sobre os nossos amigos anões.

Existem sempre mitos urbanos, que têm algum fundo de verdade (ou não), e gostava de contribuir com mais um pouco de axas para a fogueira. Muita gente diz que os chineses (sim, aproveito e faço também mais uma incursão aos chineses) comem todos os cães vadios, que os cães desaparecem todos na zona onde eles vivem; que não existem chineses velhos nem carecas; que nunca existem funerais de chineses, porque eles comem-se uns aos outros... só histórias que até podem ter alguma verdade mas que nunca foram investigadas por ninguém. E são isto mesmo os mitos urbanos, é esta a razão porque eles sobrevivem – as pessoas tão-se a cagar para saber se é verdade ou não e ninguém investiga nada.

O que eu não aceito é que não se façam mitos e inventem histórias sobre os anões! Aquilo tá ali uma mina de ouro! Tomei a liberdade de criar algumas. Cá vai:
Já alguma vez viram um anão criança? Ou um anão idoso? E não me digam que só não se percebe que são crianças anãs porque enquanto são crianças eles são iguais aos outros. É impossível confundir aquelas cabeçorras gigantes com as cabeças de um puto normal. E aquela expressão maléfica também não se confunde. Não existem anões crianças nem idosos! Eles apenas existem na forma adulta. Agora a questão é porque é que isto sucede... Se é na fase adulta que temos maior capacidade para fazer o que quer que queiramos fazer, então os anões são “libertados” entre nós quando são mais perigosos. Já têm o desenvolvimento mental completo e tão no auge da sua maldade, e no entanto continuam a ter aquelas dimensões que algumas pessoas mais distraídas encaram como sendo engraçadas e fofinhas. Isto pode ser perigoso! Felizmente que não nos conseguem agredir acima dos joelhos, e quanto ao recurso a armas... também não me parece que tenham força para pegar em mais do que um garfo ou um palito. Ainda assim pode aleijar nas canelas.

Será por acaso que nunca vi uma mulher admitir que tinha dado à luz um filho anão? Toda a gente pensa que eles tiveram uma mãe, mas ninguém se dá ao trabalho de procurar quem foi. Todos nós pensamos que foi outra pessoa, e essa pessoa nunca aparece. Juntando a isto o facto de virem logo na fase adulta até arriscava uma conspiração extra-terrestre. São cá colocados e têm ordens para espalhar o pânico e nos destruirem. Tão a demorar um pouco mais de tempo a fazê-lo porque têm as perninhas curtas, compreendem que demora mais tempo a chegar a qualquer lado. Mas eles acabarão por consegui-lo. Eles são maus!!

Quanto aos anões idosos, juro que nunca vi nenhum! Mas perguntem aos chineses o que lhes acontece, talvez eles saibam melhor que eu.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Té dizer chega...!

Há uma palavra que sempre me irritou e que nunca a uso ou usarei, excepto nos próximos 2 minutos em que vou falar bastante dela. A palavra é mesmo essa - “bastante”.

Em primeiro lugar porque acho que é uma palavra muito longa e demora muito tempo a ser dita: “gosto bastante de ver a fanfarra dos bombeiros a tocar” – quando se acaba de a dizer já toda a gente foi embora pra casa jantar.
Depois, também acho que é uma palavra que não soa bem, salvo raras excepções em que é utilizada como última palavra da frase.
Finalmente, se formos analisar a palavra, bastante virá certamente de bastar, e uma coisa quando basta significa que é suficiente, e não que é algo que abunda. Isto é “bastante”, ou seja, isto basta. Como em “gosto suficientemente das amigas que são feias mas que são simpáticas” - não significa que goste muito.

Se for para usar uma expressão que pretenda mostrar uma grande quantidade não há nada que enganar: “comó caralho”.
“Este indivíduo joga bastante bem ténis”... mas joga mesmo bem? Joga mais ou menos? É um campeãozinho do mundo? - não se percebe bem o ênfase. Agora se for: “este gajo joga bem comó caralho”, aí toda a gente fica a saber que ele é mesmo bom!

Outra expressão muito eficaz a demonstrar isto é o “Até dizer chega!”. Podem pensar que esta expressão é mais fraquinha do que “comó caralho”, mas não é. Apenas depende de quem a utiliza. Apenas alguns mestres têm a capacidade de a utilizar sabiamente e de forma eficaz, mas quando isto acontece é algo que não deixa dúvidas – é até dizer chega!! Até alguém dizer chega a situação continua a ocorrer. Já viram o poder disto? Imaginem se for num país em que não falam português...
Honestamente, se me dessem oportunidade de conhecer qualquer pessoa que já tenha existido, gostava de conhecer a pessoa que inventou esta expressão. Dizem muito bem do Einstein e Da Vinci e tal, mas nunca soube de nenhum deles ter inventado o “até dizer chega”. “Cuidado que a bomba atómica tem força até dizer chega!” – tinha sido bom se o tuga que inventou isto tivesse dado umas dicas ao Einstein.


Por isso espero, não que gostem bastante deste artigo, mas sim que gostem até dizer chega. Continuem a ler este blog até dizer chega.
Se não gostaram deste artigo é porque são estúpidos comó caralho... até dizer chega.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Bigodes para todos os gostos!

Todos os homens são fãs de bigodes, especialmente os tugas. Várias décadas em Portugal foram dominadas por homens com os seus imponentes e luxuosos bigodes de que eles se orgulhavam tanto, tornando em todo o mundo o bigode português uma marca registada deste grande país.
Ao longo dos anos, e mais recentemente, tem-se vindo a perder esta moda em Portugal, estando as gerações mais recentes afastadas desta "fashion trend", não deixando crescer estes pelinhos simpáticos que todos os seres humanos possuem por cima do seu lábio superior.
Pergunto-me porque é que será, uma vez que o bigode pode proporcionar tantas e variadas situações agradáveis.
Juventude de hoje, larguem as noitadas, a alcaria e as revistas para homens, e dediquem-se a deixar crescer o bigode. Que manhã pode ser melhor começada, do que uma em que pegamos na tesoura, frente-a-frente com o espelho e começamos a aparar o belo do bigode, seguido de uma sessão de fotos e de umas medições, para comparar com as do dia anterior. Não me lembro de nada que faça uma pessoa querer levantar-se da cama de manhã, à excepção de ser para aparar o "sacana".
Sem bigode, digam adeus aos snacks a meio da tarde, pois ele funciona também como uma dispensa ambulante, e mais, se gostam de dar prazer a uma mulher nada melhor que uma bigodaça para fazer metade do serviço.

Não só os homens portugueses eram conhecidos pelo bigode, os nossos "irmãos" brasileiros também defendem que as portuguesas têm bigode.
Tenho que demonstrar o meu desagrado com esta afirmação, uma vez que nunca conheci uma mulher portuguesa com bigode, pelo menos no buço.

Portanto jovens deste país, não deixem essa bela tradição portuguesa cair em desuso, e tratem de deixar crescer o bigode, aonde acharem que ele fica melhor.

peace.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Jogos infantis

Pensei na origem de alguns jogos infantis.

Por exemplo, o jogo da apanhada. O jogo em si é basico e consiste em fugir de outras pessoas, em ser rápido e esquivo. O interessante é a regra do que há um sítio para descansar, o chamado “coito”. Como é possível um puto de 5 anos ter inventado esta regra e logo com este nome? Parece-me bem óbvio o que aconteceu. Esse puto entrou no quarto dos pais um dia e estes estavam no bem bom, então o pai disse-lhe: sai daqui que agora tamos no coito, não podes tar aqui. Penso que terá sido mais ou menos assim que nasceu esta regra de ouro para os putos gordos que só aguentam corridas de 5 segundos. É vê-los “Não me podes tocar porque tou no coito”.

Já o jogo das escondidas também é algo curioso: uma data de gente a esconder-se de uma única que conta até 50 ou 100, entre espreitadelas para ver onde os outros se escondem, e que depois vai à procura deles. Para os senhores do Bloco de esquerda que falam de exclusão social, parece-me que este jogo das escondidas é o início de tudo, o zé merdas posto de parte e a ser lixado plos amigos todos. Qual a finalidade deste jogo? Exercitar a memória das crianças a ver se sabem o nome dos amigos todos? 1,2,3 Joãozinho não salva ninguém... Ou é desenvolver as capacidades de guerrilha das crianças, ali todas sob grande pressão a ver o “inimigo” à distância e a tentar escapar ao “gatilho” do seu olhar, num autêntico paintball infantil e sem recursos financeiros?

Há sempre aqueles campeões que ficam para o fim, que querem salvar a malta toda e ser heróis. Lembro-me que ia sempre esconder-me para 3 ou 4 quarteirões de distância (grande plano sem dúvida..., muito fácil de chegar ao local de contagem..) para depois chegar quando já tivessem todos sido apanhados, num misto de precaução e heroismo. Aqui o cobardolas/herói, assim tinha a certeza que nunca era o primeiro a ser apanhado e logo o próximo excluído social e além disso podia salvar todos e ser o maior. Quando aquilo corria bem era porreiro, ali a correr mais que o gordalhufas e a dizer 1,2,3 Arlindo salva todos. Quando corria mal... olha... era um sorrizinho amarelo e vamos à proxima para ir dar mais uma voltinha ao quarteirão.

Havia uma miúda muita boa a jogar às escondidas, agora não me consigo recordar do nome dela...


Um jogo que também merece referência é o “macaquinho de chinês”. Mas que merda é essa?? O que é um macaquinho de chinês?? E porque é que o macaquinho do chinês faz as pessoas ficarem congeladas?? É algum daqueles macacos cheios de doenças que espalham epidemias aos humanos? Ou é algum macaco pedófilo que tem a capacidade de congelar as crianças e depois aproveitar-se delas?

É um apelo que lanço aos pais deste país. Metam os putos no álcool e na droga logo desde pequenos para evitar estas merdas de jogos!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Querida Coina

Ia eu descansado da vida a infringir regras na A2, a conduzir a alta velocidade com o joelho (à moda do Toy) e a falar ao telemóvel, quando de repente vi uma coisa que me deixou muito irritado – ou melhor, irritado até dizer chega! Num placard electrónico estava um aviso de perigo que mostrava: “obras de alargamento da Coina”. Isto é inaceitável!! Então eu tenho que ir numa auto-estrada a 60 à hora porque estão a alargar a Coina?? Mas quem é que lhes pediu alguma coisa? Eu gosto da Coina como estava, estreita e acolhedora. Não vejo a necessidade de tar a alargar a Coina - nenhum português gosta nem vai gostar da Coina muito larga, nem que seja pelas obras que isso implica. De qualquer maneira os portugueses têm a tendência de conduzir sempre na faixa da esquerda, fazendo com que a faixa da direita nem seja praticamente utilizada, o que prova que o alargamento da Coina é um erro.

E acima de tudo já estou farto que o Governo diga aos portugueses como devemos levar cada aspecto da nossa vida!Eu acho que a Coina é daquelas coisas que cada um devia alargar à sua medida. Então agora até determinam como nós temos que ter a nossa querida Coina..?

Chega!! O Sócrates que alargue a via do Infante a seu belo prazer, mas que deixe a Coina dos portugueses em paz!