domingo, 6 de julho de 2008

Maiacolis

Hoje venho falar de um dos mais pequenos problemas da nossa sociedade – os anões. Apesar de tudo não penso que a sociedade os ignore, o que se passa é que às vezes não os vemos ou só damos por eles quando os pisamos sem querer.

Tenho um amigo que tem uma relação curiosa com os anões. Se estivermos num sítio qualquer e ele começar a sorrir sem razão aparente (chega às gargalhadas quase sempre) já sei o que se passa – está um anão nas proximidades. É só olhar à volta para o chão para encontrar algum. Também não é raro ver esse meu amigo em disputas com anões nas discotecas para ver quem tem mais força a passar o corredor. Sempre muito giro de se ver.

Confesso que também não sou muito fã de anões, irritam-me um bocado na sua maneira de andar. Parecem os desenhos animados em que na altura de correr os bonecos dão 6256 passos e não saem do mesmo sítio. Os anões é igual, são bué enérgicos mas não saem do mesmo sítio.
Além disso cada um é mais cabeçudo do que o outro, tentativa óbvia de destronar o RNHAU. Não quero que isso aconteça ao meu amigo, já bastou tê-lo visto chorar em Torres Vedras.

Mas nem todos os anões são irritantes; eu achava muita piada aos anões que passavam na Sic Comédia: o Alf e o Michael J. Fox. O joão Moutinho também é um gajo que gosto de ver jogar na selecção.
Mesmo que queiramos integrar os anões é difícil, imaginem numa reunião duma empresa: o anão não consegue chegar à mesa para ser visto enquanto fala; além disso é um perigo aqueles copos de água perto deles, quase sempre caem lá dentro e depois é preciso uma colher para os tirar. É complicado.
A alternativa seria um dos administradores levar os banquinhos da mesa de chá da filha de 4 anos, mas penso que seriam todas partidas por estes senhores bem alimentados.

Na idade média ainda serviam para fazer teatros mas agora prefere-se pôr pessoas menos desenvolvidas mentalmente, em vez de menos desenvolvidas fisicamente. Que sorte para os miudos dos morangos com açúcar.

É mais ou menos isto. Só queria mostrar que sou uma má pessoa, penso que a tarefa está cumprida.

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