quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Deus está de baixa

Resolvi falar de religião e de coisas que ainda pouca gente se terá lembrado acerca dela.
Perguntaram-me se eu não tinha medo de enfurecer Deus, ou os deuses numa visão mais politeísta. A minha resposta obviamente é “não” - Se já enfureci tantas vezes os meus pais e ainda aqui estou, de boa saúde, acho que não é assim tão importante enfurecer Deus. Os pais é que dão casa, comida e roupa lavada – esses é que convém não chatear demais.

Uma das coisas que pensei foi que Deus é um ganda preguiçoso. Fez o mundo e tal sim senhor, e depois ao sétimo dia descansou. Mas que é isto? Transpondo isto para o mundo laboral, um gajo entra numa empresa e ao fim de sete dias mete logo baixa ou férias? Não admira que a economia mundial esteja de rastos sr.Deus. Que belo exemplo que deu.
Outra coisa que reparei sobre Deus é que Ele, para não ser desrespeitoso, teve uma sorte incrível! Eu comparo Deus a um desses gajos que não fazem nada na vida e que depois ganham o euromilhões e vivem o resto da vida sem fazer nada, a viver à conta da “fezada” que tiveram. Deus teve um momento de sorte quando fez o mundo, e desde aí não tem feito nada. Ouve-se falar dele e tal, já ca mandou o filho abaixo fazer o trabalho dele (mais um exemplo de preguiça), por acaso não acabou bem para o filho, mas nunca mais vimos nenhum momento de criação. Com excepção de três ou quatro modelos brasileiras. Aí vê-se que Deus ainda mantém a criação como hobby.

Resolvi também opinar sobre os deuses de religiões politeístas, para os antigos gregos e romanos não se ficarem a rir. Decidi antes gozar com os deuses gregos, uma vez que foi a Grécia que nos tirou o Euro2004!
Os antigos gregos eram de facto um povo desenvolvido, pois a sua catrefada de deuses não é mais do que os nossos ministros hoje. Passados não sei quantos anos (não me apetece ir procurar) ainda mantemos o mesmo sistema, em que temos vários ministros para diferentes áreas e cargos.
O Engº Sócrates não é mais que Zeus, o senhor do Olimpo; Apolo é o deus da luz do Sol, da música, da poesia e da profecia, e ainda o protector das musas – penso que devia ser o ministro da cultura da altura, algo assim; Ártemis era a deusa da castidade, dos animais selvagens, da luz da Lua e da caça – pela parte da castidade pode ser o já excluído Correira de Campos, ex-ministro da saúde. Com tanto fecho de maternidades só podia aspirar à castidade do povo português.

Estão a perceber a ideia.

Aconselho a adorarem algo simples. Um cãozinho ou uma vaca, qualquer coisa dessas. Porque não fazer uma religião em que o deus é o Estafermo? Sempre era diferente e o estafermo está muito na moda.

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